Air-Stacking (empilhamento de ar)

O uso de incentivadores ou exercícios de respiração profunda não consegue expandir o pulmão além do limite de sua Capacidade Vital. Para que se consiga ultrapassar este limite, prevenindo contraturas da caixa torácica, mantendo ou melhorando a amplitude de movimento e diminuindo a restrição pulmonar, há necessidade dos exercícios regulares de air-stacking. Air-stacking, cuja tradução significa empilhamento de ar, são insuflações que são adicionadas aos pulmões, de forma a expandi-los até sua capacidade máxima.

O paciente inspira profundamente e consecutivamente novos volumes de ar são disponibilizados através de interfaces . Estes volumes são mantidos no pulmão através do fechamento da glote até a expansão pulmonar e da caixa torácica se completarem e a retenção pela glote não mais puder ocorrer.

Aparelhos como ressuscitadores manuais – ambu, ventiladores a volume e o Cough Assist são os mais indicados para fornecimento de ar para o exercício. A medida do volume de ar acumulado através de air-stacking configura a Capacidade de Insuflação Máxima.

Os exercícios de air-stacking devem ser realizados no mínimo 3 vezes ao dia, 10 a 15 vezes. No caso das crianças, iniciar quando a CVF for menor que 80% do predito. Nos adolescentes e adultos o início será quando a CVF for 1500ml ou 80% do predito

Os objetivos primordiais desta prática são manter a amplitude de movimento, aumentar a Capacidade Máxima de Insuflação para maximizar o Pico de Fluxo de Tosse, manter ou aumentar a complacência pulmonar e torácica, prevenir ou eliminar atelectasias, manter a possibilidade de uso de ventilação não invasiva.

Referências bibliográficas: Langer AL, Berto MC. VNIPP nas Doenças Neuromusculares in Ventilação Não-Invasiva em Neonatologia e Pediatria. Editora Atheneu,2007.